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Arquivo abril/2009

O Design como inovação

Por Samba Tech em Zoom no Mercado em abril.21.2009

A palavra inovação é usada como atributo de qualquer marca ou empresa que busca um diferencial entre seus produtos e concorrentes. Ela se tornou o principal ingrediente para empresas obterem vantagens competitivas no mercado e frente aos consumidores.

Nesse contexto, se intitular inovador passou a ser tão constante em nosso dia a dia que já se tornou senso-comum. A maioria das empresas acredita que, simplesmente por terem uma nova idéia já são inovadoras. Porém, o grande desafio para se destacar, é saber transformar a novidade em uma oportunidade de negócio; é preciso diferenciar a percepção do produto na mente do consumidor e estabelecer uma mudança na cadeia de valor do mercado.

Os projetos inovadores são especialmente difíceis de serem avaliados, porque oferecem uma forma nova de se fazer algo ou uma coisa completamente nova para se fazer. Quem diria que, alguns anos atrás, precisaríamos de telefones celulares, computadores pessoais ou até mesmo da Internet? Resposta: Ninguém. Hoje, é fácil avaliarmos a importância que estes produtos têm em nosso cotidiano, mas a própria história nos prova que cada uma dessas tecnologias foi criada para um contexto e uma imersão bem mais limitada que a atual.

É neste ponto que podemos encaixar o design. Quando falamos em design, estamos entrando no campo da criação e da transformação de valores, da afirmação de conceitos e da apresentação de informação e experiências para as pessoas. O design se torna uma ferramenta imprescindível na medida em que consegue interpretar os desejos dos indivíduos e materializá-los em produtos.

Identificar as necessidades dos usuários ou estabelecer os requisitos para se produzir certo artefato não é uma tarefa das mais simples, não basta apenas que façamos uma lista de fatores que devem ser resolvidos e pontos que devem ser contemplados. Deve-se estabelecer um processo de coletas de dados e seguir uma metodologia de pesquisa que reflita as reais necessidades dos usuários.

Donald Norman, parceiro de Jakob Nielsen no Nielsen-Norman Group e um dos papas na área de psicologia cognitiva, afirma que não se pode avaliar uma inovação pedindo aos clientes em potencial que dêem suas opiniões, pois isso exige que as pessoas imaginem alguma coisa com a qual elas não têm nenhuma experiência.

É preciso que se saiba distinguir claramente o que é realmente necessário às atividades de uma pessoa (necessidades) e o que apenas a pessoa almeja ter (vontades). Para Norman, as necessidades são determinadas pelas tarefas cotidianas, enquanto as vontades são formadas por aspectos mais subjetivos com a cultura, a publicidade e pela maneira como a pessoa vê a si mesma e sua auto-imagem.

A cultura da observação

Não preciso dizer que não existem receitas de bolo para se criar algo inovador. Porém, existem boas dicas e práticas que podem criar esta cultura dentro de uma empresa.

Tom Kelley, gerente geral da IDEO, comanda uma das empresas mais criativas do mundo. Entre seus clientes estão Cisco Systems, AT&T, 3M, Dell Computer, Yamaha, Xerox e Ford. Ele é autor dos livros As 10 faces da inovação, editora Campus, e A Arte da Inovação, editora Futura.

Segundo Tom, para se chegar a soluções inovadoras deve se seguir algumas dicas:

1. Observe atentamente:
Pesquise com as pessoas que são a fonte dos problemas; observe mais e pergunte menos, as pessoas nem sempre dizem a verdade ao responder.

2. Capte a emoção: Vá além das nuances do comportamento. São as emoções e motivações que permitem criar inovações e dar personalidade aos produtos.

3. Não contrarie o óbvio: Não tente mudar as necessidades básicas das pessoas, use isso a seu favor. Se as pessoas estão acostumadas a fazer algo de uma forma por que obrigá-las a fazer de outro modo?

4. Seja canhoto: Os melhores produtos levam em consideração as diferenças entre as pessoas. Não tente padronizá-las.

5. Não seja refém de uma única idéia: Exerça sua criatividade, não faça um brainstorming em busca de uma idéia brilhante. Todas as idéias são válidas, até as mais absurdas.

6. Faça protótipos: Construa, teste e experimente. Transforme as idéias abstratas em produtos físicos e teste-os você mesmo (bodystorming).

7. Não existe gênio solitário: Propicie o ambiente criativo em equipe, as idéias surgem e amadurecem mais fácil em conjunto.

8. Transforme o ambiente de trabalho: O ambiente deve estimular a criatividade. “Os nossos locais de trabalho não se parecem com escritórios, mas mais com jardins de infância”.

9. Iteração: Não é fácil adivinhar a imersão de um produto no mercado consumidor. Saiba reavaliar, a cada etapa de criação, a realidade do produto de acordo com as lições da prática e das tendências.

10. Nunca imite os seus concorrentes: Regra final. Saiba fazer algo diferente.

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Apresentação da Liquid Platform

Por Samba Tech em Acontece na Samba em abril.1.2009

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Sucesso!

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