Blog

Comunicação online por vídeos: Grande oportunidade, mas grandes desafios.

Por Samba Tech em Zoom no Mercado em julho.3.2009

O uso de vídeos na internet pode ser considerado um momento de entretenimento à frente dos computadores, no entanto tais mídias são extremamente úteis em processos de comunicação em geral. O vídeo como forma de complemento à informação que se deseja transmitir, além de agregar valor ao conteúdo, transforma a experiência do usuário final em uma atividade mais prazerosa e menos cansativa. Comparando com textos, as informações por vídeos conseguem chamar mais a atenção dos clientes.

O processo existente na produção das mídias digitais – especialmente vídeos -  passa por etapas em que a capacidade de entrega do conteúdo digital é primordial. A forma como essa distribuição ocorre e as influências que ela traz aos resultados finais são características de suma importância para o sucesso da experiência do espectador.
As informações trocadas, os conteúdos distribuídos e a armazenagem são cruciais para o sucesso de qualquer mercado. Empresas que lidam com vídeos, encontram algumas dificuldades na hora de transformar a ideia de comunicação em prática real.

Abaixo cito alguns dos principais gargalos enfrentados em todo o processo de comunicação online por vídeos.

Armazenagem - Muitas empresas produzem ou possuem diversos arquivos com tamanhos variados. O problema se encontra em adquirir meios para o armazenamento em larga escala e que possibilite o controle do que está arquivado.

Tratando do modelo tradicional de armazenagem temos duas principais formas:

Servidores dedicados são um grande pólo de custos. Nesse modelo de negócios, o custo aumenta, de maneira exponencial à medida que o conteúdo armazenado aumenta. Isso desencoraja o cliente a produzir cada vez mais conteúdo, ou então o obriga a limitar seu estoque.  Tomando em consideração que o valor pago pela banda mensal é fixo, temos uma situação em que o cliente paga um custo alto por tempo ocioso.

Servidores físicos internos necessitam de grande investimento inicial para a aquisição de estruturas físicas internas. Com a utilização de hardwares, a manutenção através do manuseio humano,  e o processo de gerenciamento das mídias se torna custoso e engessado. Além disso, esse método não é a forma mais segura de armazenagem, uma vez que sendo servidores locais eles estão sujeitos a qualquer interferência.

Segurança - O processo de proteção do conteúdo tem que ser cuidadoso, desde a armazenagem correta até a segurança da distribuição. Algumas informações como são de total sigilo, implicam a necessidade de um sistema de controle, privacidade e acesso, em todo o processo. Não só a mídia – ou informação – tem que ser protegida. O processo também tem que ser seguro, garantindo que a tecnolgoia irá suportar a entrega do conteúdo.

Clientes específicos necessitam de formas de armazenagem e distribuição específicas, porém todos eles prezam pela certeza do controle e da segurança.

Distribuição – Muitas empresas detêm conteúdos digitais, mas não sabem como distribuí-los na internet, seja para atingir o público interno ou externo. Esse é um grande entrave no que diz respeito ao processo de comunicação. Saber a melhor forma e o melhor meio de fazer o conteúdo desejado chegar ao público alvo é um grande desafio. Muitas vezes a distribuição é feita de forma a gerar mais custos do que o esperado ou mesmo necessário.

Como o conteúdo digital tem grande alcance, quanto mais abrangente for a distribuição, mais chance o detentor tem de que sua mensagem atinja seu público alvo. Dessa forma, saber onde o seu público está e disponibilizar o conteúdo para o maior número de canais que irão atingi-lo é algo sensível no mundo digital.

Nos próximos posts vou levantar quais são as soluções para resolver esses gargalos.

Comments

Tags: , , , ,

Posts Relacionados:

Ferramentas web 2.0 no mundo corporativo

Por Samba Tech em Zoom no Mercado em julho.2.2009

Gente jovem, como nós aqui da Samba, está assumindo um papel de liderança em grandes empresas em diversos setores. Tenho amigos que estudaram comigo na ESPM e que com 27 anos ou menos já assumiram cargos estratégicos em importantes companhias nacionais como L’oreal, TIM Brasil, Magazine Luiza, Nestlé, P&G etc.

Essas pessoas enxergam a Internet de maneira diferente. Para elas um vídeo passa mais informações que um texto completo, mesmo que bem escrito. Blogs são mais interessantes que jornais e revistas, e a vida sem o Twitter não tem graça nenhuma. É este o contexto atual que desafia e amedronta empresas de peso como IBM, Cisco e Microsoft, que até pouco tempo atrás vendiam softwares e hardwares em caixinhas. Agora, na era do Youtube, Twitter, Facebook, e Google, elas precisam se transformar para conseguir crescer.

Como estratégia de sobrevivência essas grandes empresas de tecnologia estão apostando em dois caminhos claros para abordar seus novos prospects:

- Cloud Computing

- Software como Serviço

Exemplos recentes dessa caminhada foi o lançamento do LotusLive pela IBM e novas funcionalidades de Social Networking no Windows Live da Microsoft (possibilidade de adicionar contas do Twitter, Facebook, Last.fm etc). Além disso, a pouco tempo a Cisco comprou a Webex, que é uma aplicação SaaS de apresentações online.

E a Samba, por ser uma Startup, já estava antenada em tudo isso. Em 2007 lançamos nossa primeira plataforma de gestão de vídeos sob demanda, construída em cima de infra-estrutura elástica (cloud computing), que nos permitiu criar uma aplicação robusta e que suportasse o crescimento de nossos clientes. O modelo, já naquela época, era de Software como Serviço (SaaS) e o primeiro cliente era a Band. A idéia era facilitar a gestão de vídeos através de um sistema unificado, pronto para a era da convergência e seguro.

As diferentes plataformas precisam se adequar às novas exigências do mercado. Devem ser mais abertas e conectadas com diferentes aplicações na Internet.

Os gestores querem sistemas de fácil utilização, com bom design, baseados na web e integrados com o mundo. Eles estão acostumados a navegar no youtube, orkut, facebook e querem cada vez mais aplicações que sigam a mesma linha.

f7brxzksgv

Comments

Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

Posts Relacionados:

CORRENTE CRÍTICA: O fim do desperdício em projetos

Por Samba Tech em Samba Insight em julho.2.2009

Estouro no orçamento, atrasos e comprometimento do conteúdo são os principais problemas enfrentados em projetos de software.

Avaliando que em projetos baseados no modelo PMI, a fase de planejamento corresponde em média a 30% do cronograma total, verifica-se o verdadeiro caos que é trabalhar com estimativas de projetos de software. Para quebrar esse paradigma o físico israelense. Dr. Eliyahu M. Goldratt apresentou ao mundo a Corrente Crítica.

A Corrente Crítica é considerada um dos maiores avanços na área de gerenciamento de projetos dos últimos 30 anos e tem sua origem na Teoria das Restrições.

Assim como em uma corrente, a empresa é tão forte quanto o seu elo mais fraco. Logo, se quisermos melhorar o desempenho do sistema, precisamos conhecer sua principal restrição e atuar nela, de forma a promover um processo de melhoria contínua. (A Meta, Eliyahu Goldratt)

Conforme Goldratt explica no livro “Corrente Crítica” as previsões de estimativas são fornecidas sempre por pessoas distintas, que têm somente acesso às etapas dos projetos nas quais estão diretamente envolvidas. Há uma tendência natural, impulsionada pela incerteza característica da atividade, de se pôr o máximo de segurança nos tempos de processo.

Diferentemente dos atrasos de uma atividade, que são passados para outras atividades por completo, comprometendo todo o cronograma do projeto, os avanços feitos em uma atividade são geralmente desperdiçados. Estes mecanismos de “segurança” que são embutidos e prejudicam as estimativas são o que o autor caracteriza como:

Síndrome do estudante: é esperar que uma atividade se torne realmente urgente para realizá-la.

Lei de Parkinson: é fazer com que o trabalho se expanda para preencher todo o tempo disponível, mesmo que a atividade possa ser concluída antes do tempo, o recurso gastará todo o tempo estimado.

A Corrente Crítica sugere que se planeje as atividades estimando suas durações de forma agressiva, reduzindo o tempo, mas de forma que seja possível a realização, para cada atividade do cronograma.

Os tempos estimados que representam essa “margem de segurança”serão colocados ao final do cronograma, que geralmente é uma estimativa baseada na média da duração das tarefas. Assim consegue-se uma redução em torno de 50% da estimativa original do cronograma. Esta margem de segurança é chamada de “pulmão”.

Exemplo:

tabela_everton11

Podemos perceber que trabalhar com corrente crítica em projetos é uma mudança de paradigma necessária e fundamental para que os projetos de software possam ter respaldo e confiança dos clientes, eliminando todos os desperdícios que são embutidos nas atividades estimadas.

As metodologias ágeis também trabalham de forma a reduzir as “margens de seguranças” existentes em cronograma de projetos. Uma agregação de valor para os projetos de software poderia ser o uso de uma metodologia ágil com os conceitos de Corrente Crítica. Vale à pena pensar no assunto!

REFERÊNCIAS:

GOLDRATT, ELIYAHU. The Goal. Great Barrington: North River Press, 1992.

GOLDRATT, ELIYAHU. Critical Chain. Great Barrington: North River Press, 1997.

Comments

Tags: , , ,

Posts Relacionados:

O que é um projeto?

Por Samba Tech em Samba Insight em junho.29.2009

Se você conversar com seus amigos, seja na empresa, faculdade, internet ou até mesmo em uma festa, tem sempre alguém falando em “projeto”, palavra que começou a fazer parte com mais frequência em nosso cotidiano. Para tudo de novo que se pretende fazer, é dado o nome de projeto, seja para construir uma casa, fazer uma viagem, criar uma lei, ou até mesmo o seu projeto de vida. Mas afinal, o que é um projeto?

Segundo o PMBOK, “projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo”. É importante ressaltar que possui um objetivo específico e único. Normalmente possui recursos finitos (pessoas, investimentos, equipamentos, etc).

Um projeto é temporário por ter seu começo e fim definidos e conhecidos. Se não tem fim, é um produto, um processo ou uma operação.  Tem um objetivo específico porque deve estar claro qual a meta do projeto, ou seja, o resultado esperado. E é único pois não se repete, por mais que você irá fazer a mesma coisa, como por exemplo, construir uma nova casa com o mesmo projeto (planta), essa será única pois algumas características serão alteradas (tempo, imprevistos, variações ambientais, material, equipe, etc).

Quando falamos de projeto, temos basicamente cinco fases: iniciação, planejamento, execução, controle e finalização. Dessas fases, a fase de planejamento é considera muito importante pois determinará o curso de todo o projeto (início, meio e fim), logo deverá ser bem feita.

Mas afinal, é mais importante planejar ou executar? Será que devemos investir a maior parte do tempo do projeto em planejamento ou começar a executar e com o tempo realizar as adequações? Essa é a grande dúvida quando falamos em criar um produto ou serviço onde envolve desenvolvimento de software.

Nos próximos posts irei falar sobre projetos de desenvolvimento de software, metodologias ágeis e compartilhar experiências (boas e ruins).

Comments

Tags: , , , ,

Posts Relacionados:

Cloud Computing e os desafios na Arquitetura de Software

Por Samba Tech em Samba Insight em junho.23.2009

Muito se tem falado sobre Cloud Computing, mas esse é um conceito que há muito tempo já é utilizado. Um exemplo claro disso são os serviços de webmail terceirizados oferecidos para empresas, onde se paga pela quantidade de armazenamento utilizado. Entretanto, o termo se popularizou com a disponibilização simplificada de recursos computacionais (processamento e memória) sobre demanda (pague o que utilizar) para pequenas e médias empresas. Isso possibilitou que essas empresas, normalmente sem muito dinheiro em caixa, não precisassem pagar por máquinas caras à espera de uma possível grande carga em seus sistemas. Agora é possível pagar por poucos recursos computacionais em momentos de pouca utilização e por mais recursos quando o tráfego aumenta. Isso tráz um grande ganho e melhores resultados a essas empresas.

A popularização desses mecanismos, representado principalmente pelo Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2, http://aws.amazon.com/ec2/), cria a cada dia novas oportunidades para pequenos sistemas competirem com grandes e ricos sites. Porém, tráz também grandes desafios para os arquitetos de software. Com a facilidade de adicionar novas máquinas à estrutura que suporta a sua aplicação, como projetar um sistema que pode ter partes sendo migradas para outras máquinas em busca de mais recursos? Como gerenciar, de forma segura e eficiente, os dados que terão que trafegar entre essas novas máquinas? Quando é realmente necessário mais recursos? Como otimizá-los para não pagar pelo que não é necessário?

Tentarei discutir mais sobre esses desafios em meus próximos posts…

Comments

Tags: , , ,

Posts Relacionados:

Página 58 de 61«...1020305657585960...»
[X]
flickr linkedIn Newsletter